Ficar deslizando o dedo na tela do celular, passando por feeds intermináveis, já virou rotina para muita gente. Um estudo recente publicado na Science Direct revela que as pessoas navegam aproximadamente 92 metros de conteúdo de mídia social diariamente — equivalente à altura da Estátua da Liberdade nos Estados Unidos.
Esse hábito de rolar incessantemente o dedo pelo celular inclui horas consumindo notícias negativas, uma tendência conhecida como “doomscrolling”. Esse comportamento pode ser tanto angustiante quanto difícil de abandonar. De acordo com o artigo da Science Direct, a maioria das pessoas se envolve nessa prática casualmente, mas acaba formando opiniões dentro desse ambiente virtual.
O artigo sugere que as opiniões das pessoas são frequentemente moldadas pelos indivíduos mais radicais e pelo conteúdo mais extremo exibido na tela, o que leva muitos a acreditar erroneamente que essas visões são universalmente compartilhadas. Na realidade, é justamente o conteúdo mais alarmante, polêmico e extremista que ganha destaque nas redes sociais, pois gera maior engajamento e, consequentemente, mais receita para as empresas proprietárias dessas plataformas.
O psicólogo Claudio Akimoto explica que as redes sociais já são projetadas para manter os usuários conectados por horas: “O objetivo é capturar o máximo do nosso tempo e atenção possível. Vivemos em um mundo onde a sociedade incentiva e favorece a busca por pequenos prazeres rápidos, como olhar o celular no elevador, no banheiro ou antes de dormir. Esses pequenos prazeres facilitam a invasão das redes sociais em nossas vidas e ocupam espaço.”
Ele explica que, no início das redes sociais, havia uma linha do tempo que exibia os conteúdos em ordem cronológica — o primeiro a postar aparecia primeiro. Hoje, com o feed e seu fluxo interminável de conteúdo, não existe mais essa ordem cronológica. O algoritmo embaralha o conteúdo conforme o que considera mais eficaz, criando a ilusão de um conteúdo infinito. “Quando o algoritmo pode embaralhar, ele sempre consegue destacar algo novo, criando a ilusão de que sempre há mais por vir.”
Akimoto ressalta que os usuários se enganam ao pensar que as redes sociais oferecem um momento de descanso. Na realidade, é um momento muito estressante. Longe de ser repousante, o tempo gasto rolando nas redes sociais é mentalmente exaustivo. A enxurrada constante de conteúdo em rápida mudança força o cérebro a trabalhar em excesso, levando a um estado conhecido como “cérebro rot”, em que o cérebro fica sobrecarregado e fatigado.
Akimoto aconselha que abandonar o uso do celular da noite para o dia é improvável de funcionar, pois as recaídas são comuns. Em vez disso, ele sugere estabelecer limites de tempo de tela e estar consciente do uso. Os pais devem monitorar ativamente a atividade de seus filhos nas redes sociais.
Sem o domínio próprio, o tempo gasto nas telas do celular só aumentará, com sérias consequências para a sociedade.
O domínio próprio é essencial para nossa caminhada com o Senhor Jesus. Ele é uma das virtudes concedidas pelo Espírito Santo, conforme descrito em Gálatas 5:23. Uma das formas mais eficazes de desenvolver essa virtude é buscando continuamente a presença do Espírito Santo.
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Fonte: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2352250X24001313
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